O Escritor

Felicidade, o Deus Nosso de Cada Dia – onde, como e quando encontrá-lo?


“Felicidade, o Deus nosso de cada dia é, humilde e pacientemente, viver o presente, respeitando a sincronicidade dos fatos, transformando vontades em poder, concedendo espaço para inspiração, premonição e intuição. Enfim, é buscar a realização e materialização de seus sonhos por meio da conversão dos desejos em ação, em outras palavras, sendo feliz.”(Robert John Van Djik). Este livro é o terceiro Pilar da “Felicidade” norte da vida do Alfredo Assumpção. Nos dois pilares anteriores Alfredo Assumpção focou seus conhecimentos e ensinamentos no desenvolvimento de atuais líderes, executivos seniores, para o Bem, e no desenvolvimento de futuros líderes, em formação, também para o Bem. Neste livro ele estende seus ensinamentos a todos os habitantes do planeta. Independentemente de sexo, raça, cor, credo, origem, idade, crenças, valores e atitude. Todo ser humano merece ser feliz. Se todos atingirmos o patamar de Felicidade, da forma como neste livro está colocado, estaremos felizes. Uma vez felizes estaremos com Deus. Encontraremos Deus em cada momento de nossa vida de busca e encontro da Felicidade. Melhoraremos absurdamente nossa ambiência planetária praticando o principio simples e óbvio da Felicidade. Quem está feliz não deseja o mal do outro.


Uma, duas e muitas vezes...

Este livro aguça prontamente a curiosidade do leitor pelo tema abordado, original e atualíssimo, leva-o à sedução pela maneira como o autor o desenvolve, e chega quase à perplexidade dada à facilidade narrativa, livre de parcéis e asperezas que exsurgem, inevitavelmente, em trabalhos desta natureza. E fazendo unção perfeita entre o assunto, tão fascinante, aqui exposto, com a própria biografia do autor, ricamente impressionista e quase palpável.

Felicidade, o Deus Nosso de Cada Dia” (como, quando e onde encontrá-Lo) abre-se em muitas vertentes, eis que entra, forçosamente, limpidamente e serenamente, no campo da história das religiões, dos comportamentos sociais e espirituais de todas elas, cita autores, alcança doutrinas e filosofias, sem contestá-las, apenas para iladir e chegar ao ponto nodal: a necessidade do homem, na sua evolução sofrida e desnorteante, de alcançar a Felicidade, que será, não a sua integração com Deus, mas a sua parte integrante de Deus. Ou, como diz o autor, no início do livro, que se desdobra em vários segmentos, para bem expô-lo: “A felicidade, que é Deus, é a minha ficção mais real, mas que me faz bem. Aqui inicio com você esta jornada de entendimento da forma como você pode encontrar Deus, sentir Deus, estar com Deus, tê-lo perto de você.”

Uma frase quase mágica, que, em essência e conteúdo, foge do apologético, dos liames das religiosidades postas, consagradas e multiplicadas. Igualmente não desborda para os parâmetros, mais ou menos limitados, da autoajuda. Nada de posturas, de gestos ou de emblemáticos, que imponham alguma coisa. Apenas lendo o livro o leitor sentirá como está posta a “questão” e como chegar à Felicidade que o autor nos aponta. Menos do que um ensinamento, que iria ao didático ou a uma teoria, que se transformaria imediatamente em fé.

Não fosse poeta e senhor de um como dizer límpido, às vezes lírico, e, de certo, o assunto perderia a leveza de trato que possui, e, inapelavelmente, viriam a relevo, em gradações variadas, sopros do confucionismo, do taoísmo, do budismo, do hinduísmo etc..., sem citarmos a nossa proximidade cristã, no intuito de, teorizando o texto, capilalizar e sinalizar a busca da Felicidade. Embora tudo isso venha ao vivo e o autor cite autores de nomeada, não perde o fio da linguagem simples, plena de sortilégios e benfazeja, que fascinará qualquer leitor.

E não muda o diapasão nem quando, numa inversão formal curiosa, sem quebra de continuidade, leva o texto para o autobiográfico e conta toda a sua vida, de origem humilde, plena de surpresas e lutas continuadas, para vencer na vida, tal como a desejava, com determinação, porque os alvos são sempre fugidios. E chega lá, buscando e transformando as vitórias em Felicidade. Faz do seu exemplo uma mensagem dadivosa para que cada um, seguindo seus próprios caminhos, alcance também a Felicidade. E é quando toda essa amostragem pessoal se transmuda em cinema, em preto e branco, que as lutas para alcançar os objetivos que pulsam no coração não são fáceis.

Pode-se iladir um universo de percepções outras focadas neste livro, tão aberto e tão uno, todos visando, tal como expressa o título, a Felicidade, que vem a ser o Deus nosso de cada dia, neste universo tão integrado e tão dividido, e onde, tal como afirma Félicien Challaye, tratando da espiritualidade e das grandes religiões, tudo se permite – “a morte desta criança, a imensidade deste cataclismo, o triunfo deste bandido, a declaração desta guerra...”, eis que são inextricáveis os caminhos do egoísmo humano.

Por ser este mundo assim, dentro do universo que evolui para a sua perfeição, é que a dádiva – porque este livro é uma dádiva – é uma surpresa. O mundo particular deste autor e suas sinalizações a caminho da Felicidade não levam todo o texto a uma atmosfera oclusiva. É aura em aberto, que cada um é senhor da sua vontade para chegar ao ponto colimado e sugerido na obra, tão simples e sem mistérios.

Obra humaníssima e de amplas latejâncias, que alcançam a alma e o coração de qualquer leitor. Pede um ensaio para uma análise melhor.

No belíssimo poema Vedor, inserto no livro, Alfredo Assumpção inicia-o com dois versos que podem ser a tônica de toda a obra:

Vejo-me num canto
como há muito não via.

Qualquer leitor, lido o livro, há de postar-se no seu canto e pensar com seus botões uma, duas e muitas vezes...

 

Caio Porfírio Carneiro
Secretário Administrativo da
União Brasileira de Escritores (UBE)


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